Filme Substantivo Feminino – exibições e debates

Exibições em festivais e sessões fechadas do documentário Substantivo Feminino seguidas de debate com os realizadores, entidades culturais, universidades e integrantes do movimento ecológico.

Exibições SF

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ADFG

Em 13 de março de 1964, Giselda Castro e um pequeno grupo de senhoras da alta sociedade porto-alegrense fundaram a Ação Democrática Feminina Gaúcha. O objetivo inicial da ADFG era realizar um trabalho assistencial com foco na educação de jovens e na profissionalização de mulheres de baixa renda. Logo em seguida, Magda Renner passou a integrar a entidade. Motivadas pelas ideias do ambientalista José Lutzenberger, a ADFG passou a se dedicar também à causa ecológica. No documentário Substantivo Feminino, as ex-integrantes da ADFG Ilka Bopp e Sofia Renner lembraram o início da entidade e a atuação de Magda e Giselda em defesa do Meio Ambiente. Confira algumas fotos:

Orgulho de filha

Em momentos diferentes, a equipe do documentário Substantivo Feminino teve a oportunidade de registrar os depoimentos de Maria da Graça Castro, filha de Giselda Castro, e Felicitas Renner, filha de Magda Renner. Ambas falaram com carinho e orgulho sobre a história de vida das suas mães.

No antigo apartamento de Giselda, onde a ambientalista costumava espalhar fotos da família e de viagens,  Maria da Graça lembrou:

“Não era aquela mãe que saía para fazer compras ou tomar chá com as amigas. Eu achava aquilo até maravilhoso porque a minha mãe estava sempre em algum lugar salvando o mundo”.

Por sua vez, Felicitas afirmou na casa de Magda:

“Todo o trabalho dela valeu muito. Ela fez por gerações!”.

Substantivo Feminino na Alemanha

Uma das últimas captações de depoimentos para o documentário Substantivo Feminino foi agora em junho, na Alemanha. A jornalista Paola Rodríguez, colombiana radicada na Europa, conversou com o cientista Joachim Spangenberg, coordenador do Helmholtz Centre for Environment Research. O cientista recebeu a equipe na cidade de Colonia onde falou da convivência com as ambientalistas gaúchas em encontros internacionais nos anos 80 e 90. Lembrou da postura diplomática de Magda e Giselda: “Muitas vezes, os verdadeiros revolucionários são pacíficos, sua chama se ativa em silêncio. Por isso, lutam e vencem mais batalhas do que aqueles que querem se impor com gritos e a força”.