O título

A escolha de “Substantivo Feminino” como título do documentário sobre as ambientalistas Giselda Castro e Magda Renner aconteceu durante a pesquisa sobre as biografadas, quando a equipe teve acesso à obra Pioneiros da Ecologia de Elmar Bones e Geraldo Hasse. No capítulo dedicado à trajetória de Giselda, ela declara: “Na maior parte do mundo civilizado, a palavra “natureza” é um substantivo feminino… Nós entramos neste movimento para ficar. Entramos com coragem e determinação, e, sobretudo, com a visão de que o ecologismo é a introdução dos valores femininos no processo de desenvolvimento.” Uma definição precisa que inspira todo o projeto!

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Parceria com ArenAgora

Daniela Sallet Produções assinou parceria com a ArenAgora de São Paulo, empresa dedicada ao Marketing Cultural OnLine, e que promove o diálogo entre os meios artístico e corporativo.
A ArenAgora é uma sociedade da empresária gaúcha Juliana Renner Ely e do engenheiro italiano, músico, e ator, Danilo Alba. Além de aproximar produtores culturais e patrocinadores, a ArenAgora investe na divulgação online dos projetos, desde a fase de pré-produção. O documentário Substantivo Feminino, dirigido por Daniela Sallet, tem aprovação da Lei Rouanet e agora faz parte do portfólio da ArenAgora.

 

Confira:

http://www.arenagora.com.br/substantivo-feminino/

http://www.arenagora.com.br/ativismo-e-solidariedade-substantivo-feminino/

As Irmãs

Dois depoimentos resgatam com propriedade as origens das biografadas. Regina Escosteghy Flores da Cunha (irmã de Giselda) e Verena Nygaard (irma de Magda) abriram as portas das suas casas e falaram com orgulho da militância das ambientalistas. Além disso, elas relembraram com carinho a história das famílias, o convívio e a personalidade das irmãs.

 

Amigos da Terra Brasil 50 Anos

O documentário Substantivo Feminino também é uma forma de homenagear os 50 anos dos Amigos da Terra no Brasil. A organização começou em 1964 como ADFG, mudou para ADFG – Amigos da Terra e, desde 1998, é o NAT- Núcleo Amigos da Terra Brasil. Entre os ex e atuais integrantes do NAT, tivemos todo apoio para realizar pesquisas e mergulhar num acervo rico de correspondências, documentos e publicações que, no futuro, farão parte da Biblioteca Magda Renner na sede da Rua Olavo Bilac, em Porto Alegre. Nosso reconhecimento à confiança e ao incentivo de Bruna Engel e de André Guerra do Grupo de Trabalho e ao atual presidente Fernando Campos Costa.

 

Porque elas

Muita gente pergunta por que fazer um documentário sobre Giselda Castro e Magda Renner. A resposta é múltipla, mas pode-se dizer que o trabalho delas é uma inspiração, em especial para quem pensa na coletividade. E nada mais oportuno nesta época de individualismos. As pessoas que gravaram depoimentos também ajudam muito nesse entendimento. Aqui, algumas manifestações:

“Viver o ambientalismo é ter uma visão de vida diferenciada, uma visão que agrega solidariedade. Viver o ambientalismo é uma filosofia de vida que já era presente no modo de agir, ser e viver da Giselda e da Magda”. Silvia Capelli- procuradora de Justiça

“Magda e Giselda conseguiram fazer que a indignação delas se transformasse em uma luta que transcendeu e atingiu a sociedade. Por isso acho que elas foram construtoras sociais, ficaram indignadas e foram a luta”. Antenor Ferrari, ex-presidente da Assembleia Legislativa RS

“Eram mulheres fortes, carismáticas, mas o mais importante se me perguntassem é que eram combativas. Fica o exemplo num mundo com poucos heróis, de poucos referenciais éticos. Elas são heroínas de um momento e construíram uma história que tem mais sentido hoje que teria lá atrás”. Fábio Feldmann- ex-deputado federal SP

“Ainda se está muito longe de fazer justiça ao papel extraordinário que Magda e Giselda tiveram na construção de uma consciência, de uma cultura voltada para a vida”. Lilian Dreyer- jornalista