O futuro do ambientalismo

Em maio de 1998, Magda Renner falou ao jornalista Roberto Villar Belmonte sobre o futuro do ambientalismo. A entrevista foi ao ar no programa Gaúcha Ecologia da Rádio Gaúcha. Ouça abaixo um trecho que nos faz pensar no movimento nos dias atuais:

 

 

Anúncios

O título

A escolha de “Substantivo Feminino” como título do documentário sobre as ambientalistas Giselda Castro e Magda Renner aconteceu durante a pesquisa sobre as biografadas, quando a equipe teve acesso à obra Pioneiros da Ecologia de Elmar Bones e Geraldo Hasse. No capítulo dedicado à trajetória de Giselda, ela declara: “Na maior parte do mundo civilizado, a palavra “natureza” é um substantivo feminino… Nós entramos neste movimento para ficar. Entramos com coragem e determinação, e, sobretudo, com a visão de que o ecologismo é a introdução dos valores femininos no processo de desenvolvimento.” Uma definição precisa que inspira todo o projeto!

Luta pela coleta seletiva de lixo

Em 1974, Magda Renner, Giselda Castro e os ambientalistas da AGAPAN José Lutzenberger e Hilda Zimermann mobilizaram-se em prol da preservação das Ilhas do Guaíba em Porto Alegre. A área recebia, então, todo lixo da cidade. Surgiu, assim, a primeira campanha pela coleta seletiva de lixo. A ADFG fez o projeto com a definição do roteiro da coleta, divulgação e mobilização de donas de casa, telefonistas e motoristas. Mas, o caminhão não foi liberado pelo Departamento de Limpeza Pública da capital gaúcha. E a coleta seletiva de lixo em Porto Alegre, que poderia ter começado no início dos anos 70, só passou a ser feita em 1990. Porém, o resultado positivo imediato da mobilização ambiental foi a transformação das ilhas no Parque Nacional do Delta do Jacuí em 1976.

Acervo Familiar

Daniela Sallet conviveu com Giselda Castro e veio daí o desejo de realização o documentário Substantivo Feminino:

“A Carmen Crochemore, então colega de trabalho na TV Assembleia e que é nora de Giselda, me apresentou a ela. Acabei conhecendo de perto as realizações das duas ativistas e me apaixonando pela ideia de contar em um documentário o que foi feito.”

Todo o acervo da família Castro foi colocado à disposição para pesquisas. Desde manuscritos da época da fundação da Ação Democrática Feminina Gaúcha (ADFG), em 1964, até fotografias de família e objetos pessoais.